sábado, junho 16

TRABALHADORES DO COMÉRCIO



Este blog vai estar hoje no Maxim's a delirar com a iblussom dos trabalhadores do comércio. Se a banda surgisse agora eram os caixas do Continente.

segunda-feira, junho 11

Incongruências bacocas (ou talvez não)

Muito se tem falado da localização do novo aeroporto de Lisboa. Durante o consulado cavaquista de má memória as hipóteses eram a Ota e Rio Frio, mais recentemente as atenções voltaram-se para o Poceirão. De um lado a Ota oferecia a possibilidade de ateragem a hidroaviões quando estivesse alagada, po outo lado o Poceirão iria permitir criar postos de trabalho aos que fossem remover as areias do deserto da pista. Depois houve um ministro que embirra com populações saharianas e que, lembrando-se do tempo em que Marrocos foi protetorado francês disse:

JAMAIS! JAMAIS! JAMAIS!.

Depois lá emendou a mão dizendo que a hipótese da margem sul era de desprezar por se tratar de uma zona de rotas migratórias e todos ficamos com a ilusão que, numa próxima remodelaçãop poderia ser ministro do ambiente. E tudo por causa da atenção para com os passarinhos (para quem não se recordar são aqueles bichinhos que fazem os ninhos com mil cuidados). Entretanto a CIP apresenta um estudo em que defende a reconversão do Campo de Tiro de Alcochete em novo aeroporto. Para além de não deixar de ser curioso o facto de aqueles que podem vir a ganhar com a construção virem apresentar um novo estudo, o mais caricato é o facto de Carlos Borrego (foi aquela espécie de ministro do ambiente do consulado cavaquista) ser um dos principais subscritores do estudo. Ora, se a memória ainda existe neste país, o campo de tiro de Alcochete tem vindo a ser contestado desde há muito tempo em virtude de se encontrar junto da Reserva Natural do Estuário do Tejo (a mesma de onde "descolam" as tais rotas migratórias que seriam a causa de não se construir no Poceirão). E logo aparece o Cameleiro lino a dizer que é um caso a pensar. Em que é que ficamos? Poceirão não por via dos passarinhos, Ota sim apesar do impacto ambiental sobre a zona da Serra de Aires e Candeeiros, Rio Frio não por via da desertificação e da especulação imobiliária e Alcochete talvez apesar de confinar com a Reserva Natural do Vale do Tejo. E onde param as nobres intenções ambientalistas de Mário Lino e Carlos Borrego? Ou será que tudo isso é fogo de artifício para deitar areia para os olhos do contribuinte pagante?
De qualquer forma e esperando uma resposta a estas interrogações (embora saiba que nunca as obterei) aqui deixo uma visão da área onde agora pretendem fazer um aeroporto.




E, já agora, uma imagem dos passasarinhos que por ali migram e nidificam.



E a seguinte dúvida, o que acontecerá se for ali feita um aeroporto? E se um flamingo for sugado pelas turbinas de um avião?

domingo, junho 10

coincidências



Dia cheio de coincidências. Dez de Junho, dia que já foi de Camões, de comunidades mais ou menos portuguesas e ao qual alguns já chamaram de dia da raça. O mesmo dia em que vi Comandos nostálgicos em Belém e uma obra cujo título impressiona pela lucidez na feira do livro: A psicologia da incompetência militar.

sexta-feira, junho 1

Desemprego




Luís Figo declarou hoje que, findo o contrato com o Inter e o desaire de ir jogar para os beduínos, neste momento se trata de um jogador no desemprego. Como isto da solidariedade é uma causa importante e temos de ser uns para outros, gostaria de poder ajudar. Assim, aqui fica a informação que o PINHALNOVENSE se encontra à procura de um apanha-bolas.

quarta-feira, maio 30

Descoberta de última hora

Pois é, estava eu a vadiar na net quando me apareceu um link para ver que tipo de super-heroi era e o resultado foi este: um adepto do FCP berdinho CARAGO
Your results:
You are Hulk
























Hulk
100%
Green Lantern
95%
Supergirl
88%
Catwoman
70%
Wonder Woman
68%
Spider-Man
65%
Superman
50%
Robin
45%
Batman
45%
Iron Man
40%
The Flash
35%
You are a wanderer with
amazing strength.


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quinta-feira, maio 17

He's so Gay

Com a recente vitória de Paulo Portas, o CDS-PP viu-se obrigado a modernizar a sua imagem e símbolos. Consciente dessa renovação, o nosso blog atreve-se a sugerir um novo hino que glorifique a figura do líder das capinhas de cerâmica para os dentes e do partido.

Bobby Brown

segunda-feira, maio 14

E viva a democracia!


Os americanos são sem dúvida um país exemplar em termos de democracia. Depois do «Inferno» nas bibliotecas, depois da cassação dos direitos cívicos após o 11 de Setembro, dos atropelos aos direitos humanos em Guantanamo, da imposição da democracia petrolífera no Iraque, agora restringe-se o acesso dos militares a blogs e a sites de imagens...
Como dizia a canção da treta:
In the land of the Free...

sábado, maio 12

Crianças desaparecidas


Por todas as crianças que desaparecem e não apenas por Madeleine McCann!

A imbecilidade devia ter limites



Madeleine McCann desapareceu há uma semana! O facto tem chocado pessoas de bem e suscitado uma onda de solidariedade por todo o mundo. Desde o cidadão anónimo a vedetas muitos são os que a essa onda se juntaram na busca de uma criança inocente que hoje faz 4 anos. Todos não! Ainda há os hipócritas com mentalidade de merceeiro boçal e cuja única preocupação é o impacto que o desaparecimento de Madeleine McCann pode ter no turismo nacional.


É o caso do imbecil de Boliqueime cujas únicas declarações e votos não foram respeitantes ao encontrar da criança e ao reencontro com o seu ambiente familiar mas apenas se referiram ao turismo.
Haja vergonha! Haja decência! Haja decoro!
O Prof. pereira de Moura disse um dia que O TURISMO É A PROSTITUIÇÃO DE UM POVO!
Tenho vergonha de viver num país cujo presidente, pelos vistos, tem mentalidade de Puta!

quinta-feira, maio 3

CALIMERO



Porque é que o Carmona Rodrigues não me obedece?
Será por eu ser pequenino?
Não é uma injustiça?

CML coloca Trabalhadores do Comércio de volta aos top's



Depois de o termos visto vibrar com o concerto do José Cid no Maxims, Carmona Rodrigues dá mais uma demonstração da sua profunda cultura musical de timbre revivalista kitsch ao trazer a lume um tema dos Trabalhadores do Comércio que fez furor nos anos 80. Para os mais esquecidos e para os mais novos segue a letra da canção (não do original mas da cover revisitada pelo autarca lisboeta):

CHAMEM A POLICIA

Ero quinze e trinta no DIAP
Declaraba alarbemente
A meio do paleio um juiz pedante
Chigou-se e pos-ma notificaçom à frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num saiu, num saiu;
O gaijo braunco chamou o marques mendes,
Saltei pa trás, saquei, saiu um parque...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:

Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia queu num saiu.

Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Deume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da autarquia
Qu’era mais siguro no tempo que curria.

Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia queu num saiu.

Alberto João Jardim e as inaugurações polémicas



Alberto João Jardim, essa figura mítica do caciquismo jurássico nacional, continua muito atarefado na sua senda de tudo inaugurar. Depois de ter inaugurado 200 metros de asfalto para pagar uma dívida pessoal com o dinheiro dos contribuintes, a situação atingiu agora novas proporções, mais pequenas por sinal, ao proceder à inauguração de uma importante obra de prevenção sanitária com apenas 3,5 cm.



As reacções de desagrado não se fizeram esperar por parte da população e da classe política nacional e internacional.
Uma eleitora PSD da madeira terá mesmo afirmado conhecer bem a obra do Dr. Alberto João Jardim e ser uma defensora acérrima da medida. Confrontada com o facto da desproporção existente entre os meios envolvidos e a dimensão da obra afirmou: «Isto é uma coisa tipo work in progress! Não cresce muito mais mas sempre cresce um bocadinho!»



As reacções a nível político não se fizeram esperar e vieram de todos os quadrantes. António Vitorino mostrou-se indignado pela realização de obras de tão pouca monta e por Alberto João Jardim estar a procurar angariar apoios dentro do PSD servindo-se para isso da lisonja ao líder do partido. Marques Mendes defendeu, com a coerência que lhe é conhecida, a obra e afirmou que, uma vez que não existem suspeitas de peculato de uso, e fiel à luta ética que norteia o partido contra a corrupção, não pode a obra ser deitada abaixo ou suspensa. «Eu quero a obra de pé! O PSD quer a obra de pé! Os portugueses querem a obra de pé!»: afirmou o líder do PSD. Paulo Portas disse concordar com a iniciativa antes de colocar o sorriso sardónico e confessar em tom intimista: «Muito embora eu goste deste género de obras um pouco maiores!» Jerónimo monteiro concordou igualmente com a iniciativa mas mostrou-se muito agastado defendendo a colectivização da obra de molde a que possa servir toda a população da Madeira.



A nível internacional, Tony Blair terá afirmado com fleuma britânica: «Pode ser pequena mas eles também são uma ilha pequena!»



Confrontado com a crescente contestação, Alberto João Jardim terá declarado no decorrer de mais um comício: «Isso são ataques do lobby dos paneleiros cubanos maçons e lésbicos do contenente. Eles querem diminuir-nos e roubar-nos o que é nosso. E nós temos de defender a nossa imagem nos roteiros de turismo sexual internacionais! Cambada de paneleiros!»

segunda-feira, abril 30

Paleografia Moderna VI



Será que se fizer a perna inteira oferecem barba?
E se depilar os pelos púbicos e as axilas oferecem as patilhas?

sábado, abril 28

Mstislav Rostropovich 27/04/1927 - 27/04/2007


Morreu Mstislav Rostropovich


Morreu a alma do violoncelo e com ela morreu um farol ético.
Morreu igualmente o homem que lutou pelas liberdades, que deu guarida a Alexander Soljenitsin e pagou por isso, o discípulo de Prokofiev e Shostakovitch, o intérprete musical da queda do Muro de Berlim, o companheiro de Boris Yeltsin quando as liberdades estavam em perigo, e com ele morremos todos nós um pouco.




sexta-feira, abril 27

Fotoreportagem: Comemorações do 25 de Abril ensombradas pela PSP


Tudo começou com uma velhota de cravos vermelhos na mão, símbolo de um tempo que sofreu e gostou da mudança, uma mudança para tempos mais livres, em que todos, sem excepção de cores, credos, religiões ou tendências podiam expressar as suas ideias, opiniões, gostos. À sombra do totalitarismo do Marquês de Pombal a mulher idosa ergueu um cravo, um cravo vermelho como o sangue de uma luta recortado contra o celeste e o branco de um ideal que se espelhava no céu.

E as gentes que passavam viram a mulher, juntaram-se, aplaudiram, congregaram-se em torno dela como um símbolo vivo de um país que vive oprimido sem o saber, ontem como hoje, inconsciente da sangria que os novos barbeiros lhe prescreveram para que recuperasse a saúde, de um povo que necessita de um estímulo para gritar, para se revoltar, para reagir e protestar. E a multidão cresceu ingente, ordeira, pacata, recordando sebásticamente tempos épicos de uma revolta passada e esperando um Messias redentor que a conduzisse a revoluções futuras.

Mas um grupo de provocadores chegou, com o uniforme da repressão vestido e caixas de tomates na mão. Era a memória antiga, de tempos em que autoridade significava repressão e se podia fazer o que se quisesse. Em que se introduziam elementos agitadores para melhor se reprimir.



E a multidão ordeira depositou um cravo sobre os tomates da repressão e desceu a avenida a protestar.



terça-feira, abril 24

Na vigília do 25 de Abril



«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.



As mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.


Manuel Alegre

segunda-feira, abril 23

Espaço ecuménico

Não sou republicano, não sou laico, não sou socialista e se calhar até sofro da próstata mas tenho, ao contrário de KIM IL SOARES, candidato a presidente da Coreia do Norte, uma vocação ecuménica que me levou a albergar no templo do meu blog, um espaço, por pequeno que seja destinado a confissões religiosas minoritárias. Assim, hoje dedicamos este espaço a um culto regional: a

IGREJA DA ORDEM BANANEIRA DAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES


cujo profeta e sumo pontífice, longe das temáticas sanitárias que costumam ocupar os seus acólitos, deu ontem uma brilhante interpretação da DIVINA PROVIDÊNCIA e das Suas acções.



Alberto João Jardim marcou o arranque da campanha para a sua reeleição para o Governo Regional da Madeira com criticas a José Sócrates, afirmando que a recente polémica por causa do percurso académico do primeiro-ministro é um "castigo divino pelo mal que está a fazer à Madeira e aos portugueses". A estratégia eleitoral de João Jardim passa por desvalorizar os seus adversários directos às eleições regionais antecipadas de 6 de Maio, para centrar os seus ataques no primeiro-ministro.
"Nosso Senhor não castiga nem com paus nem com pedras. Ele [José Sócrates] quis fazer mal a tanta gente que agora está a ser castigado”, disse na Camacha o presidente demissionário do Governo Regional da Madeira.