segunda-feira, outubro 29
quinta-feira, outubro 4
Ontem fui ver algo de muito bom

Ontem foi um dia mau: acordei com um humor de cão, tive de me chatear com Lady Bruni por causa desta comer porcarias na rua, não tive tempo para almoçar, o trabalho não correu tão bem como poderia desejar e costuma correr, voltei para casa a correr por ter de fazer. Depois saí com a Sofia e as coisas começaram a correr melhor desde o momento em que demos as mãos. E lá fomos até à galeria onde a Susana ia inaugurar uma nova exposição.
A inauguração de uma exposição era algo de assustador em perspectiva. Tinha-me habituado a coisas pomposas com críticos herméticos a distribuir patacoadas avulso para gáudio de jornalistas e basbaques que abrem a boca e abanam as orelhas. E em vez disso não, algo de descontraido, tipo reunião entre amigos que se reuniram para ver arte e dar um abraço a alguém que nos é querido.
Quanto à exposição uma única expressão me ocorre: irrepreensivelmente bela.
A exposição encontra-se distribuida em dois grandes blocos, pintura a acrílico e tinta da china. Em ambos se respira uma sensualidade inquietante, em que os corpos, num abandono tenso reflectem as sombras das almas que revestem. Mas, longe de nos inquietar, são por nós reconhecidos como familiares devido a recriarem obras igualmente familiares num cenário íntimo de interiores. Um pouco como se as intimidades habitacionais ajudassem a reconsiderar o interior dos seres que os povoam.











Labels:
Arte,
Lying Portraits,
Pintura Portuguesa,
Susana Dias
segunda-feira, setembro 24
quinta-feira, agosto 16
sábado, junho 16
TRABALHADORES DO COMÉRCIO
terça-feira, junho 12
segunda-feira, junho 11
Incongruências bacocas (ou talvez não)
Muito se tem falado da localização do novo aeroporto de Lisboa. Durante o consulado cavaquista de má memória as hipóteses eram a Ota e Rio Frio, mais recentemente as atenções voltaram-se para o Poceirão. De um lado a Ota oferecia a possibilidade de ateragem a hidroaviões quando estivesse alagada, po outo lado o Poceirão iria permitir criar postos de trabalho aos que fossem remover as areias do deserto da pista. Depois houve um ministro que embirra com populações saharianas e que, lembrando-se do tempo em que Marrocos foi protetorado francês disse:
JAMAIS! JAMAIS! JAMAIS!.
Depois lá emendou a mão dizendo que a hipótese da margem sul era de desprezar por se tratar de uma zona de rotas migratórias e todos ficamos com a ilusão que, numa próxima remodelaçãop poderia ser ministro do ambiente. E tudo por causa da atenção para com os passarinhos (para quem não se recordar são aqueles bichinhos que fazem os ninhos com mil cuidados). Entretanto a CIP apresenta um estudo em que defende a reconversão do Campo de Tiro de Alcochete em novo aeroporto. Para além de não deixar de ser curioso o facto de aqueles que podem vir a ganhar com a construção virem apresentar um novo estudo, o mais caricato é o facto de Carlos Borrego (foi aquela espécie de ministro do ambiente do consulado cavaquista) ser um dos principais subscritores do estudo. Ora, se a memória ainda existe neste país, o campo de tiro de Alcochete tem vindo a ser contestado desde há muito tempo em virtude de se encontrar junto da Reserva Natural do Estuário do Tejo (a mesma de onde "descolam" as tais rotas migratórias que seriam a causa de não se construir no Poceirão). E logo aparece o Cameleiro lino a dizer que é um caso a pensar. Em que é que ficamos? Poceirão não por via dos passarinhos, Ota sim apesar do impacto ambiental sobre a zona da Serra de Aires e Candeeiros, Rio Frio não por via da desertificação e da especulação imobiliária e Alcochete talvez apesar de confinar com a Reserva Natural do Vale do Tejo. E onde param as nobres intenções ambientalistas de Mário Lino e Carlos Borrego? Ou será que tudo isso é fogo de artifício para deitar areia para os olhos do contribuinte pagante?
De qualquer forma e esperando uma resposta a estas interrogações (embora saiba que nunca as obterei) aqui deixo uma visão da área onde agora pretendem fazer um aeroporto.


E, já agora, uma imagem dos passasarinhos que por ali migram e nidificam.

E a seguinte dúvida, o que acontecerá se for ali feita um aeroporto? E se um flamingo for sugado pelas turbinas de um avião?
JAMAIS! JAMAIS! JAMAIS!.
Depois lá emendou a mão dizendo que a hipótese da margem sul era de desprezar por se tratar de uma zona de rotas migratórias e todos ficamos com a ilusão que, numa próxima remodelaçãop poderia ser ministro do ambiente. E tudo por causa da atenção para com os passarinhos (para quem não se recordar são aqueles bichinhos que fazem os ninhos com mil cuidados). Entretanto a CIP apresenta um estudo em que defende a reconversão do Campo de Tiro de Alcochete em novo aeroporto. Para além de não deixar de ser curioso o facto de aqueles que podem vir a ganhar com a construção virem apresentar um novo estudo, o mais caricato é o facto de Carlos Borrego (foi aquela espécie de ministro do ambiente do consulado cavaquista) ser um dos principais subscritores do estudo. Ora, se a memória ainda existe neste país, o campo de tiro de Alcochete tem vindo a ser contestado desde há muito tempo em virtude de se encontrar junto da Reserva Natural do Estuário do Tejo (a mesma de onde "descolam" as tais rotas migratórias que seriam a causa de não se construir no Poceirão). E logo aparece o Cameleiro lino a dizer que é um caso a pensar. Em que é que ficamos? Poceirão não por via dos passarinhos, Ota sim apesar do impacto ambiental sobre a zona da Serra de Aires e Candeeiros, Rio Frio não por via da desertificação e da especulação imobiliária e Alcochete talvez apesar de confinar com a Reserva Natural do Vale do Tejo. E onde param as nobres intenções ambientalistas de Mário Lino e Carlos Borrego? Ou será que tudo isso é fogo de artifício para deitar areia para os olhos do contribuinte pagante?
De qualquer forma e esperando uma resposta a estas interrogações (embora saiba que nunca as obterei) aqui deixo uma visão da área onde agora pretendem fazer um aeroporto.


E, já agora, uma imagem dos passasarinhos que por ali migram e nidificam.

E a seguinte dúvida, o que acontecerá se for ali feita um aeroporto? E se um flamingo for sugado pelas turbinas de um avião?
domingo, junho 10
coincidências

Dia cheio de coincidências. Dez de Junho, dia que já foi de Camões, de comunidades mais ou menos portuguesas e ao qual alguns já chamaram de dia da raça. O mesmo dia em que vi Comandos nostálgicos em Belém e uma obra cujo título impressiona pela lucidez na feira do livro: A psicologia da incompetência militar.
sexta-feira, junho 1
Desemprego

Luís Figo declarou hoje que, findo o contrato com o Inter e o desaire de ir jogar para os beduínos, neste momento se trata de um jogador no desemprego. Como isto da solidariedade é uma causa importante e temos de ser uns para outros, gostaria de poder ajudar. Assim, aqui fica a informação que o PINHALNOVENSE se encontra à procura de um apanha-bolas.
Labels:
Desemprego,
Luis Figo,
Solidariedade Social
quarta-feira, maio 30
Descoberta de última hora
Pois é, estava eu a vadiar na net quando me apareceu um link para ver que tipo de super-heroi era e o resultado foi este: um adepto do FCP berdinho CARAGO
Your results:
You are Hulk
Click here to take the Superhero Personality Quiz
Your results:
You are Hulk
| You are a wanderer with amazing strength. |
Click here to take the Superhero Personality Quiz
quinta-feira, maio 17
He's so Gay
Com a recente vitória de Paulo Portas, o CDS-PP viu-se obrigado a modernizar a sua imagem e símbolos. Consciente dessa renovação, o nosso blog atreve-se a sugerir um novo hino que glorifique a figura do líder das capinhas de cerâmica para os dentes e do partido.
Labels:
Frank Zappa,
Hino do novo CDS-PP,
Musica,
Paulo Portas
segunda-feira, maio 14
E viva a democracia!

Os americanos são sem dúvida um país exemplar em termos de democracia. Depois do «Inferno» nas bibliotecas, depois da cassação dos direitos cívicos após o 11 de Setembro, dos atropelos aos direitos humanos em Guantanamo, da imposição da democracia petrolífera no Iraque, agora restringe-se o acesso dos militares a blogs e a sites de imagens...
Como dizia a canção da treta:
In the land of the Free...
Labels:
Censura,
Democracia,
Estados Unidos da América,
Liberdade
sábado, maio 12
A imbecilidade devia ter limites

Madeleine McCann desapareceu há uma semana! O facto tem chocado pessoas de bem e suscitado uma onda de solidariedade por todo o mundo. Desde o cidadão anónimo a vedetas muitos são os que a essa onda se juntaram na busca de uma criança inocente que hoje faz 4 anos. Todos não! Ainda há os hipócritas com mentalidade de merceeiro boçal e cuja única preocupação é o impacto que o desaparecimento de Madeleine McCann pode ter no turismo nacional.

É o caso do imbecil de Boliqueime cujas únicas declarações e votos não foram respeitantes ao encontrar da criança e ao reencontro com o seu ambiente familiar mas apenas se referiram ao turismo.
Haja vergonha! Haja decência! Haja decoro!
O Prof. pereira de Moura disse um dia que O TURISMO É A PROSTITUIÇÃO DE UM POVO!
Tenho vergonha de viver num país cujo presidente, pelos vistos, tem mentalidade de Puta!
quinta-feira, maio 3
CML coloca Trabalhadores do Comércio de volta aos top's

Depois de o termos visto vibrar com o concerto do José Cid no Maxims, Carmona Rodrigues dá mais uma demonstração da sua profunda cultura musical de timbre revivalista kitsch ao trazer a lume um tema dos Trabalhadores do Comércio que fez furor nos anos 80. Para os mais esquecidos e para os mais novos segue a letra da canção (não do original mas da cover revisitada pelo autarca lisboeta):
CHAMEM A POLICIA
Ero quinze e trinta no DIAP
Declaraba alarbemente
A meio do paleio um juiz pedante
Chigou-se e pos-ma notificaçom à frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num saiu, num saiu;
O gaijo braunco chamou o marques mendes,
Saltei pa trás, saquei, saiu um parque...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia queu num saiu.
Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Deume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da autarquia
Qu’era mais siguro no tempo que curria.
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia queu num saiu.
Labels:
Carmona Rodrigues,
CML,
DIAP,
Trabalhadores do Comércio
Alberto João Jardim e as inaugurações polémicas

Alberto João Jardim, essa figura mítica do caciquismo jurássico nacional, continua muito atarefado na sua senda de tudo inaugurar. Depois de ter inaugurado 200 metros de asfalto para pagar uma dívida pessoal com o dinheiro dos contribuintes, a situação atingiu agora novas proporções, mais pequenas por sinal, ao proceder à inauguração de uma importante obra de prevenção sanitária com apenas 3,5 cm.

As reacções de desagrado não se fizeram esperar por parte da população e da classe política nacional e internacional.
Uma eleitora PSD da madeira terá mesmo afirmado conhecer bem a obra do Dr. Alberto João Jardim e ser uma defensora acérrima da medida. Confrontada com o facto da desproporção existente entre os meios envolvidos e a dimensão da obra afirmou: «Isto é uma coisa tipo work in progress! Não cresce muito mais mas sempre cresce um bocadinho!»

As reacções a nível político não se fizeram esperar e vieram de todos os quadrantes. António Vitorino mostrou-se indignado pela realização de obras de tão pouca monta e por Alberto João Jardim estar a procurar angariar apoios dentro do PSD servindo-se para isso da lisonja ao líder do partido. Marques Mendes defendeu, com a coerência que lhe é conhecida, a obra e afirmou que, uma vez que não existem suspeitas de peculato de uso, e fiel à luta ética que norteia o partido contra a corrupção, não pode a obra ser deitada abaixo ou suspensa. «Eu quero a obra de pé! O PSD quer a obra de pé! Os portugueses querem a obra de pé!»: afirmou o líder do PSD. Paulo Portas disse concordar com a iniciativa antes de colocar o sorriso sardónico e confessar em tom intimista: «Muito embora eu goste deste género de obras um pouco maiores!» Jerónimo monteiro concordou igualmente com a iniciativa mas mostrou-se muito agastado defendendo a colectivização da obra de molde a que possa servir toda a população da Madeira.

A nível internacional, Tony Blair terá afirmado com fleuma britânica: «Pode ser pequena mas eles também são uma ilha pequena!»

Confrontado com a crescente contestação, Alberto João Jardim terá declarado no decorrer de mais um comício: «Isso são ataques do lobby dos paneleiros cubanos maçons e lésbicos do contenente. Eles querem diminuir-nos e roubar-nos o que é nosso. E nós temos de defender a nossa imagem nos roteiros de turismo sexual internacionais! Cambada de paneleiros!»
Labels:
Agência noticiosa,
Alberto João Jardim,
inaugurações,
Madeira
segunda-feira, abril 30
Paleografia Moderna VI
sábado, abril 28
Mstislav Rostropovich 27/04/1927 - 27/04/2007

Morreu a alma do violoncelo e com ela morreu um farol ético.
Morreu igualmente o homem que lutou pelas liberdades, que deu guarida a Alexander Soljenitsin e pagou por isso, o discípulo de Prokofiev e Shostakovitch, o intérprete musical da queda do Muro de Berlim, o companheiro de Boris Yeltsin quando as liberdades estavam em perigo, e com ele morremos todos nós um pouco.



Subscrever:
Mensagens (Atom)




