Acabo de saber da morte de David Carradine e estou ainda em estado de choque. Não pelas circunstâncias em que morreu pois essas só a ele dizem respeito, mas pela perda de uma das figuras que me encantaram ao longo de anos. Lembro-me dele na personagem de Kwai Chang Caine na série televisiva "Kung Fu" e ainda no remake dos anos 90 "Kung Fu: a lenda continua", em "Kill Bill", em "The last sect", e em tantas outras ocasiões.
Estas linhas são o tributo a um príncipe.
The pilot movie for the Emmy-nominated series "Kung Fu" starring David Carradine. He is a man of peace in a violent land. He is Kwai Chang Caine, schooled in the spirit-mind-body ways of the Shaolin priesthood by the blind, avuncular Master Po and the stern yet loving master Kan. Caine speaks softly but hits hard. He lives humbly yet knows great contentment. He is the Old West's most unusual hero. But hero is not a word Caine would use. He would simply say, "I am a man."
fonte: YOUTUBE
Kung Fu (1972) Part 1
Kung Fu (1972) Part 2
Kung Fu (1972) Part 3
Kung Fu (1972) Part 4
Kung Fu (1972) Part 5
Kung Fu (1972) Part 6
Kung Fu (1972) Part 7
Kung Fu (1972) Part 8
Kill Bill Vol.1 Trailer
Kill Bill Vol. 2 - Trailer
sexta-feira, junho 5
sexta-feira, maio 29
quarta-feira, maio 6
terça-feira, maio 5
Eu quero que a minha cadela seja Conselheira de Estado
Toda a gente acha que sou um pouco louco porque falo com a minha cadela. Estão no seu direito, tal como é o meu direito ter acesas discussões com a Bruni. E falamos de tudo, das coisas boas como das más, de política como de religião, dos pretendentes quando está com o cio (embora nestas alturas ela tenha alguma dificuldade em acatar as minhas preocupações de pai preocupado), de filosofia como da sua absurda propensão para bater o rabo às testemunhas de Jeová. Ela ouve, atenta e de olhos bem abertos, umas vezes fica com ar pateta a olhar, outras lambe-me as mãos, outras ainda lança as orelhas para trás e faz olhos de Gato das Botas do Shreck. E assim nos entendemos nesse duro labor que é a educação de um filho.
A Bruni já fez dois anos e nunca me desiludiu. Lenta e pacientemente nos vamos adequando um ao outro.
Hoje, antes de começar a trabalhar fui dar uma vista de olhos pelas notícias online e deparei com algo de espantoso, algo que causou alguma perplexidade à Bruni e a mim uma grande dor de cabeça para lho explicar. A notícia, sobre o caso de escroquerie do BPN, rezava assim:
"Manuel Dias Loureiro afirmou hoje, na Assembleia da República, que Vieira Jordão, administrador da Sociedade Lusa de Negócios, não foi "peremptório" na oposição à compra de duas empresas em Porto Rico - num negócio que acabou por resultar em elevados prejuízos para a SLN.
A compra das duas companhias, operação em que Dias Loureiro participou, inseria-se numa lógica de investimento na área das novas tecnologias e, por isso, foi pedido o parecer de Vieira Jordão, responsável pela área na Sociedade Lusa de negócios. Aos deputados da comissão de inquérito ao caso BPN, Dias Loureiro sustentou que não teria avançado com o negócio se Vieira Jordão tivesse sido "peremptório".
Em declarações ao PÚBLICO, quando o assunto foi noticiado, Vieira Jordão garantiu ter-se pronunciado por escrito contra a concretização da compra das duas empresas, operação que considerava "ruinosa"." in "O Público" (05-05-2009)
Finda a leitura, a Bruni olhou-me com os olhos de quem diz que o que acabara de ouvir não se conciliava com a lógica e os princípios a que estava habituada. Para ela de nada importava o serem o não peremptórias as ordens de não atravessar as ruas sozinha, não fazer as necessidades dentro de casa, não ladrar como uma doida, não roubar comida, ou não puxar como um tractor quando vai fazer as necessidades! Sabe que não pode atravessar as ruas sozinha, nem fazer as necessidades dentro de casa, nem desatar a ladrar como uma histérica, nem assaltar a dispensa e o prato alheio, ou deslocar-me os braços aquando das saídas. Estes eram pontos para ela claros independentemente de serem ou não por mim proclamados de forma peremptória.
Assim, tive de me servir de exemplos para lhe explicar que todos temos limitações: eu tenho alguma dificuldade em aceitar os namorados dela quando está com o cio, ela em carregar no botão do elevador e abrir a porta da rua, e o Dias Loureiro em perceber enunciados simples.
E a Bruni entendeu perfeitamente e abanou o rabo com quem diz que uns podem ter limitações emocionais, outros físicas e outros ainda intelectuais.
Fiquei admirado com o poder de síntese da Bruni e com a objectividade da sua análise. Mas mais espantado fiquei quando me segredou na orelha, por entre duas lambedelas, uma dúvida mordaz: "Então quer dizer que um Conselheiro de Estado pode ser intelectualmente limitado ao ponto de não compreender a comunicação por escrito de Vieira Jordão?
E eu fiquei sem resposta. Assim sendo, fiquei a matutar e cheguei à seguinte conclusão. Quem devia ser Conselheira de Estado (com alcavalas pagas em croquetes e lambarices de cão) era a Bruni! E isto porque:
a) sabe escutar,
b) não delapida o património (ainda tem o mesmo osso de borracha que lhe ofereci em cachorrinha),
c) não rouba nada em casa nem fora de casa,
d) só faz merda nos locais devidos,
e) e percebe tudo o que eu lhe digo sem que tenha de empregar um tom peremptório.
quinta-feira, abril 30
sexta-feira, abril 10
Barack Obama e o universo da BD
Confesso admirador de Banda Desenhada, Barack Obama assumiu sempre essa paixão e desde o início do seu percurso em direcção à presidência que os criadores de BD o apoiaram. Este é o caso de Erik Larsen, criador do herói Savage-Dragon.

Em Janeiro a conceituada casa de Comics Marvel publicou um número do "Spiderman" em que o herói se via em palpos de aranha para conseguir proteger a cerimónia de investidura do presidente eleito.

Mais recentemente, a imprensa americana anunciou o lançamento para Junho de uma nova publicação: "Barack the Barbarian". Assumindo aqui o actual presidente dos EUA a figura de um herói musculado de tanga de pele, machado cimério na mão, músculos proeminentes e com o mulherame delambidamente rendido a seus pés. Isto promete. Como se trata de uma preview ainda há poucas imagens em circulação. Aqui ficam algumas:

Um poster que em tudo faz lembrar Conan o Cimério.

Tem que se ser um verdadeiro artista para conseguir transformar o estafermo da Sarah Palin na estonteante "Red Sarah"

O Obama pré-presidência a tentar recuperar Chicago de uma invasão alienígena.

A não perder. Quem quiser encomendar aqui fica o site da editora:
http://devilsdue.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
Uma última nota. Reparem na semelhança entre Obama e "Black-lightning":


Em Janeiro a conceituada casa de Comics Marvel publicou um número do "Spiderman" em que o herói se via em palpos de aranha para conseguir proteger a cerimónia de investidura do presidente eleito.

Mais recentemente, a imprensa americana anunciou o lançamento para Junho de uma nova publicação: "Barack the Barbarian". Assumindo aqui o actual presidente dos EUA a figura de um herói musculado de tanga de pele, machado cimério na mão, músculos proeminentes e com o mulherame delambidamente rendido a seus pés. Isto promete. Como se trata de uma preview ainda há poucas imagens em circulação. Aqui ficam algumas:

Um poster que em tudo faz lembrar Conan o Cimério.

Tem que se ser um verdadeiro artista para conseguir transformar o estafermo da Sarah Palin na estonteante "Red Sarah"

O Obama pré-presidência a tentar recuperar Chicago de uma invasão alienígena.

A não perder. Quem quiser encomendar aqui fica o site da editora:
http://devilsdue.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
Uma última nota. Reparem na semelhança entre Obama e "Black-lightning":

domingo, janeiro 6
In memoriam Luiz Pacheco

Fui hoje surpreendido pelo falecimento de Luíz Pacheco através de uma notícia lida no portal do CLIX. Não vou dizer que fiquei triste porque ao contrário de tantos imbecis que comentaram a morte de um génio com a sua vida em vez de pensarem na sua obra sei que um autor é a sua obra e não os comportamentos mais ou menos aceitáveis do ponto de vista social. A todos os bem-pensantes apenas posso dizer que Luiz Pacheco se está a rir das vossas saloices bacocas e que, se tiverem a bondade de enfiar no traseiro as vossas idiotices, o fantasma de Luiz Pacheco terá todo o prazer em vos indicar onde podem encontrar um boião de vaselina.
Conheci a obra de Luis Pacheco pouco depois de ter entrado para a faculdade e, mais do que uma descoberta, foi uma revelação. tive o prazer de, por mais de uma vez ganhar/perder horas em refeições intermináveis em que o espírito nunca se apagava. Conheci-TE e tenho orgulho em Te ter conhecido.
Não fosses Tu o grande anarquista e apenas me ocorreria dizer:
LE ROI EST MORT,
VIVE LE ROI!
segunda-feira, dezembro 24
História de um gatarrão que miava grosso e de uma gatinha fulva que o ensinou a amar
Era uma vez uma gatinha fulva que andava a passear. Caminhava, de passo ligeiro e olhar sedutor, por entre as pessoas que a viam passar e não se apercebiam de quem ela realmente era nem do que lhe ia na alma. Sim, porque os gatos, ao contrário do que os burros dos humanos pensam, possuem uma alma. E lá ia ela, muito coquette, pelas ruas, muito senhora do seu narizinho rosado.
Mas, apesar de ser muito bonita, a gatinha tinha um dilema interior que, de tempos a tempos, a amargurava: tinha conhecido um gatarrão muito giro, um bocado marcado por cicatrizes da vida mas sem juízo nenhum. Tinha uns olhos grandes e verdes, o pelo meio encrespado e castanho e era alto e escanzelado como só os gatos vadios conseguem ter. E a gatinha gostou dele. Aproximaram-se, lamberam-se e lá foram os dois miar muito contentes para um telhado da Estefânia. Mas o gatarrão miava, miava e as mais das vezes não dizia nada que jeito tivesse. E a gatinha disse-lhe:
−− Então! Tu mias bem, és giro, lambes-me bem o pescoço e mordiscas bem as minhas orelhinhas, mas um gato tem de ser mais adulto ou eu farto-me dele. Se tu fizesses psicoterapia felina talvez conseguisses estar mais centrado e não miar tanto quando vais à caça!
−− Pois é minha gatinha, mas eu passei a vida a miar grosso e tenho dificuldade em deixar de o fazer. Eu bem tento, faço um esforço, mas de vez em quando lá escapa um daqueles miados que espantam a caça e te assustam.
A gatinha ouviu as lamentações do gatarrão que, apesar de ser grande era um bocadinho lamechas, e depois disse:
−− Ó meu gatarrão, tu tens de ver como eu me sinto! Eu gosto muito de ti mas é um pouco como se tivesse o coração partido ao peito. Uma parte de mim gosta muito de ti, a outra acha que nunca conseguiremos ser felizes assim e enquanto tu não achares a outra parte do meu coração acabaram-se as lambedelas ao longo do pelo, as sinfonias de miados em conjunto e passa a um sistema de serviços mínimos nos afectos. Só levas us ronrons de vez em quando e já é uma sorte!
O gatarrão ainda tentou argumentar, protestou, miou grosso mas nem se atreveu a deitar as unhas de fora porque sabia que a gatinha tinha razão. E tomou uma decisão:
−− Vou fazer-me à vida!
A gatinha tinha as suas dúvidas mas decidiu dar um voto de confiança. Assim, disse, com um ar muito responsável e sedutor, ao seu gatarrão:
−− A ver vamos mas se não cumpres vou ficar fria como a ponta do meu narizinho e sempre que te aproximares de mim levas uma unhada.
O gatarrão espirrou, espreguiçou-se, arqueou as costas e lá foi à procura da outra metade do coração da gatinha.
No primeiro dia trouxe-lhe uma espinha de chicharro.
A gatinha olhou, cheirou a espinha, franziu o nariz e disse que ele se tinha de esforçar mais.
O gatarrão voltou a sair e, desta vez, trouxe-lhe um ratinho de brinquedo.
Entrou em casa todo ufano, mostrou o ratinho de corda e a gatinha, para grande espanto seu, torceu o nariz e disse:
−− E o que é que eu faço com isso? E deu-lhe mais uma unhada nas ventas antes de se afastar.
O gatarrão, que já não percebia nada, ainda protestou:
−− Não é justo! Um dia trago-te uma espinha de chicharro e apanho com uma unhada, no dia seguinte um ratinho de brincar e volto a apanhar na trombeta! E pensou consigo mesmo que assim não valia e que a gatinha tinha era vontade de acabar com ele. Ficou um bocado a lamber as feridas, enroscou-se e, após uma largas horas (sim, porque o gatarrão era um bocado para o burrote e precisava de pensar bastante tempo), lá chegou à conclusão que a gatinha não queria nem comida nem jogos e que, se calhar, o mais importante era miar menos e dar mais miminhos à gatinha. Aproximou-se da gatinha,lambeu-a, mordiscou-lhe o pescoço e, nessa noite, foi-se deitar com a gatinha em vez de andar à cata de espinhas e de jogos estapafúrdios.
A gatinha ronronou, gostou das atenções, voltou a miar em conjunto e só então o gato percebeu que sabia qual a outra metade do coração da gatinha que faltava. No início tinha-lhe encontrado a paixão, agora tinha de lhe dar a constância na atenção.
E lá se resolveu o problema.
Quem passar pela Estefânia e vir uma gatinha de patinha dada a um gatarrão que se lembre desta fábula e siga o exemplo dos dois gatos.
Só não digo que viveram felizes para sempre porque esta história ainda não acabou e como o gatarrão é um bocado para o burrote de vez em quando ainda merece apanhar umas unhadas na ponta do nariz.
Natal de 2007
Mas, apesar de ser muito bonita, a gatinha tinha um dilema interior que, de tempos a tempos, a amargurava: tinha conhecido um gatarrão muito giro, um bocado marcado por cicatrizes da vida mas sem juízo nenhum. Tinha uns olhos grandes e verdes, o pelo meio encrespado e castanho e era alto e escanzelado como só os gatos vadios conseguem ter. E a gatinha gostou dele. Aproximaram-se, lamberam-se e lá foram os dois miar muito contentes para um telhado da Estefânia. Mas o gatarrão miava, miava e as mais das vezes não dizia nada que jeito tivesse. E a gatinha disse-lhe:
−− Então! Tu mias bem, és giro, lambes-me bem o pescoço e mordiscas bem as minhas orelhinhas, mas um gato tem de ser mais adulto ou eu farto-me dele. Se tu fizesses psicoterapia felina talvez conseguisses estar mais centrado e não miar tanto quando vais à caça!
−− Pois é minha gatinha, mas eu passei a vida a miar grosso e tenho dificuldade em deixar de o fazer. Eu bem tento, faço um esforço, mas de vez em quando lá escapa um daqueles miados que espantam a caça e te assustam.
A gatinha ouviu as lamentações do gatarrão que, apesar de ser grande era um bocadinho lamechas, e depois disse:
−− Ó meu gatarrão, tu tens de ver como eu me sinto! Eu gosto muito de ti mas é um pouco como se tivesse o coração partido ao peito. Uma parte de mim gosta muito de ti, a outra acha que nunca conseguiremos ser felizes assim e enquanto tu não achares a outra parte do meu coração acabaram-se as lambedelas ao longo do pelo, as sinfonias de miados em conjunto e passa a um sistema de serviços mínimos nos afectos. Só levas us ronrons de vez em quando e já é uma sorte!
O gatarrão ainda tentou argumentar, protestou, miou grosso mas nem se atreveu a deitar as unhas de fora porque sabia que a gatinha tinha razão. E tomou uma decisão:
−− Vou fazer-me à vida!
A gatinha tinha as suas dúvidas mas decidiu dar um voto de confiança. Assim, disse, com um ar muito responsável e sedutor, ao seu gatarrão:
−− A ver vamos mas se não cumpres vou ficar fria como a ponta do meu narizinho e sempre que te aproximares de mim levas uma unhada.
O gatarrão espirrou, espreguiçou-se, arqueou as costas e lá foi à procura da outra metade do coração da gatinha.
No primeiro dia trouxe-lhe uma espinha de chicharro.
A gatinha olhou, cheirou a espinha, franziu o nariz e disse que ele se tinha de esforçar mais.
O gatarrão voltou a sair e, desta vez, trouxe-lhe um ratinho de brinquedo.
Entrou em casa todo ufano, mostrou o ratinho de corda e a gatinha, para grande espanto seu, torceu o nariz e disse:
−− E o que é que eu faço com isso? E deu-lhe mais uma unhada nas ventas antes de se afastar.
O gatarrão, que já não percebia nada, ainda protestou:
−− Não é justo! Um dia trago-te uma espinha de chicharro e apanho com uma unhada, no dia seguinte um ratinho de brincar e volto a apanhar na trombeta! E pensou consigo mesmo que assim não valia e que a gatinha tinha era vontade de acabar com ele. Ficou um bocado a lamber as feridas, enroscou-se e, após uma largas horas (sim, porque o gatarrão era um bocado para o burrote e precisava de pensar bastante tempo), lá chegou à conclusão que a gatinha não queria nem comida nem jogos e que, se calhar, o mais importante era miar menos e dar mais miminhos à gatinha. Aproximou-se da gatinha,lambeu-a, mordiscou-lhe o pescoço e, nessa noite, foi-se deitar com a gatinha em vez de andar à cata de espinhas e de jogos estapafúrdios.
A gatinha ronronou, gostou das atenções, voltou a miar em conjunto e só então o gato percebeu que sabia qual a outra metade do coração da gatinha que faltava. No início tinha-lhe encontrado a paixão, agora tinha de lhe dar a constância na atenção.
E lá se resolveu o problema.
Quem passar pela Estefânia e vir uma gatinha de patinha dada a um gatarrão que se lembre desta fábula e siga o exemplo dos dois gatos.
Só não digo que viveram felizes para sempre porque esta história ainda não acabou e como o gatarrão é um bocado para o burrote de vez em quando ainda merece apanhar umas unhadas na ponta do nariz.
Natal de 2007
sexta-feira, novembro 30
Divulgação de carta ao ministro das Finanças
Ex.mo Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País,
com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa,
contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer
uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima
de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical
da mesma.
Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma
incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha
usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que
confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano
seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais
do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus
cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua
Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar
o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha
Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de
que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua
Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei
conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo
fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como
esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta
como muito bem entender.
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por
isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que
Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Atentamente> 19/Outubro/2007> Victor Lopes da Gama Cerqueira
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País,
com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa,
contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer
uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima
de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical
da mesma.
Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma
incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha
usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que
confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano
seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais
do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus
cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua
Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar
o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha
Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de
que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua
Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei
conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo
fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como
esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta
como muito bem entender.
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por
isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que
Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Atentamente> 19/Outubro/2007> Victor Lopes da Gama Cerqueira
segunda-feira, novembro 26
Anglófonos...

"TU TIS TU TU TU TU " ...
Na sua recente visita aos Estados Unidos, José Sócrates e respectiva comitiva, hospedaram-se num luxuoso hotel. Ao fim da tarde José Sócrates pega no telefone, liga ao serviço de quartos e diz :
-TU TIS TU TU TU TU …
A funcionária não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI.
Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.
Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.
Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir :
-TU TIS TU TU TU TU …
Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA, em Portugal.
Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos. Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates e ... descobre o mistério :
O que o Primeiro-Ministro português, no seu inglês técnico (da Universidade Independente), queria dizer era apenas :
'TWO TEAS TO 222' …
Este blog não é o criador da anedota atrás transcrita. Os membros deste blog consideram que devia ser feito um estudo sociológico sobre a relação directa e proporcional entre o crescente número de anedotas e a imbecilidade dos políticos ao longo dos tempos. Nenhum membro deste blog (por acaso sou só eu mas isto de usar o plural até dá pinta de importante e bem escrito) está deontológicamente vinculado por solidárias manifestações obrigatórias no servilismo a que os Servidores do Estado são institucionalmente e estatutáriamente obrigados.
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liberdade de expressão,
Socrates
sexta-feira, novembro 23
1927-2007 Maurice Béjart
quinta-feira, novembro 15
segunda-feira, outubro 29
quinta-feira, outubro 4
Ontem fui ver algo de muito bom

Ontem foi um dia mau: acordei com um humor de cão, tive de me chatear com Lady Bruni por causa desta comer porcarias na rua, não tive tempo para almoçar, o trabalho não correu tão bem como poderia desejar e costuma correr, voltei para casa a correr por ter de fazer. Depois saí com a Sofia e as coisas começaram a correr melhor desde o momento em que demos as mãos. E lá fomos até à galeria onde a Susana ia inaugurar uma nova exposição.
A inauguração de uma exposição era algo de assustador em perspectiva. Tinha-me habituado a coisas pomposas com críticos herméticos a distribuir patacoadas avulso para gáudio de jornalistas e basbaques que abrem a boca e abanam as orelhas. E em vez disso não, algo de descontraido, tipo reunião entre amigos que se reuniram para ver arte e dar um abraço a alguém que nos é querido.
Quanto à exposição uma única expressão me ocorre: irrepreensivelmente bela.
A exposição encontra-se distribuida em dois grandes blocos, pintura a acrílico e tinta da china. Em ambos se respira uma sensualidade inquietante, em que os corpos, num abandono tenso reflectem as sombras das almas que revestem. Mas, longe de nos inquietar, são por nós reconhecidos como familiares devido a recriarem obras igualmente familiares num cenário íntimo de interiores. Um pouco como se as intimidades habitacionais ajudassem a reconsiderar o interior dos seres que os povoam.











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Arte,
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Pintura Portuguesa,
Susana Dias
segunda-feira, setembro 24
quinta-feira, agosto 16
sábado, junho 16
TRABALHADORES DO COMÉRCIO
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